Pôneis Malditos, Cinderella, Mamonas Assassinas, Rush e Dream Theater

O novo viral “Pôneis Malditos” me trouxe algumas coisas à mente. Sim, foi a música que gruda na cabeça que me fez pensar. Além de o filme da Nissan ser interessante pela forma que apresenta e todo paradoxo non-sense de um carro forte e potente, lama e barro versus pôneis coloridos, carrossel e música “infantil”. E é essa bela canção que me fez postar este texto!

Vocês já perceberam a semelhança entre a jingle com a música do desenho Cinderella, da Disney? Impossível não ser referência!

Então, como a mente humana é uma máquina de associações, muitas vezes, inúteis, gostaria, também, de comentar sobre os Mamonas Assassinas. Suas músicas sempre trazem incidentalmente outras melodias já conhecidas e, até mesmo, os cacuetes dos seus cantores.

Um belo exemplo disso é a “Bois don’t cry”. A música segue aquele lugar comum do brega – ou música de corno – imitando a melodia e os componentes desse tipo de gênero. Quando entra o refrão, lá vem o rock! E não é um rock comum, qualquer! É Rush… e Dream Theater! Claro que quem conhece, já havia percebido. Mas pra quem não conhece ou nunca tinha se ligado, vale a pena conferir!

Dream Theater – The Mirror

Rush – Tom Sawyer

Pôneis malditos, pôneis malditos… lalalalalá…


Ficha Limpa e a Constituição

Fico um pouco triste com essas notícias de que a Lei da Ficha Limpa não será aplicada nas eleições de 2010. Mas eu entendo os dois lados da discussão.

Sei que as pessoas estão indignadas em ver tanta corrupção e tanta gente de ficha suja ativa na política. Porém, creio que a maioria delas está soltando notícias e acusações levianas sobre o assunto.

A verdade é:

A tal votação que impede fichas sujas de assumir seus cargos não foi para derrubar a Lei. Foi apenas para que ela não seja válida para as eleições de 2010.

Por quê?

Pois a Constituição diz que não se pode mudar as regras do jogo em ano de eleição, ano em que a Lei passou.

A Lei já foi aprovada e já está em vigor. A votação era apenas sobre o quando seria o “marco zero” dela.

Creio que, se queremos mudança, nós deveríamos ser os primeiros a respeitar a Constituição. Não acho certo termos em nosso mundo político pessoas de idoneidade discutível, e quando vemos uma honesta, nos assustamos e temos orgulho. Não quero que nosso país seja este, que pessoas honestas, que devolvem um bolinho de dinheiro perdido ao dono, virem notícia de jornal. ISSO deveria ser o normal.

Respeitemos o próximo e nossa Constituição. Deixemos para protestar e enviar correntes de e-mail posts em facebook e twitter, se nas eleições de 2012 a Lei não for respeitada. Sejamos menos levianos e mais curiosos.

http://www.fichalimpa.org.br


Vermelho e Amarelo

Tudo começou com uma observação de meu amigo Leo de repetidos eventos em que a cor vermelha está sempre relacionada com a cor amarela. Até que um dia, ele resolveu comentar sobre sua observação tão pessoal.

Logo, todo esse empirismo deu lugar a um bullying saudável e chacotas mais que jocosas. Porém, à medida que o tempo foi passando, começamos a observar também, ainda em tom debochado.

Mas as tais “coincidências” são inúmeras. Logo do McDonald’s, catchup  e mostarda… Mas o mais impressionante são as combinações não planejadas, como pessoas andando lado a lado, uma com uma peça de roupa vermelha, e outra amarela.

Já faz quase um ano de observações sistemáticas, comprovações incontestáveis e diversas testemunhas. Não existe um único dia que não vemos, por diversas vezes, carros vermelhos e amarelos no mesmo quadro.

Após meses de deboches, ironias e sarcasmos, fica aqui meu relato de respeito e consideração a meu amigo Leo.

Ps (momento piada interna): Fiz um post sobre isso.


Há posts que não existiriam se não houvesse os erros existentes

As pessoas costumam fazer muita confusão com o uso de haver, mas, como a maioria das coisas neste mundo, não há mistério. Ao menos, não deveria haver.

O que se deve ter em mente é que o verbo haver, empregado no sentido de existir, não tem sujeito, ou seja, nada que estiver na oração será sujeito. Portanto, ele não concorda com nada. Apenas fica lá, parado, na terceira pessoa do singular, imponente e imutável.

De forma mais prática:

- Há pessoas na rua.

- Existem pessoas na rua.

A diferença observada nas orações acima tem como motivo o verbo. Orações com o verbo existir têm sujeito e o verbo precisa concordar com ele.

Na primeira oração, “pessoas” é objeto direto, já na segunda, este mesmo vocábulo é o sujeito. Por isso que o verbo está na terceira pessoa do plural.

- Ta bem, já entendi. O haver não é conjugado e o existir é… E o verbo ter? Tem sujeito?

Vamos lá,

- NÃO SE USA O VERBO TER COM O SENTIDO DE EXISTIR!!!!!

Nós usamos muito este verbo neste sentido, mas coloquialmente. No dia-a-dia, tanto faz se conjuga ou não, já que parte-se do princípio que está errado mesmo! Ainda assim, uso um padrão, mesmo no coloquial, para tentar manter a língua mais correta possível.

Exemplo? Ah… Tento usar: “A rua tem hidrantes” no lugar de “Na rua, tem hidrantes”.

- Mas por quê???

Bem, a rua “ter” hidrantes fica mais próximo do principal significado do verbo TER, o de posse… Já no outro caso, o “ter” fica num limbo entre HAVER e EXISTIR.

Momento curiosidade:

O verbo HAVER (HABERE) tem origem latina e significa TER ou EXISTIR. Em algumas línguas o HAVER tomou o rumo TER e, em outras, o EXISTIR.

Por exemplo:

- Em português (haver) e em espanhol (haber), o verbo tomou o significado de EXISTIR.

- Em inglês (to have) e em alemão (haben), o verbo tem o sentido de posse, de TER.

Talvez esta confusão toda que fazemos com TER no sentido de EXISTIR venha da etimologia do verbo, que possuía dois significados.


Feliz Natal, Feliz Vida!

Fico impressionado com no que o Natal se tornou. Uma
festividade de origem pagã, que passou pelo filtro da Igreja
Católica e se tornou símbolo do consumismo. Impressionado também
com como é que nós, que vivemos em um país de temperatura tão alta
e cultura tão própria, fomos capazes de comprar a ideia do Natal e
de como se celebrá-lo, a ponto de colocarmos pinheiros com algodão
simulando neve em nossas salas!

Mas este post não trata disso. Minha intenção é ressaltar a parte boa
disso tudo. Pessoas que mal se conhecem se cumprimentando, trocas de presentes (as lembrancinhas, os mimos), mensagens, cartas,
e-mails
, etc. O carinho da lembrança e o bom pensamento
que liberamos, repletos de boas energias.

Independentemente da origem da “data”, do credo ou da religião, creio que este é realmente um momento que nos deixa mais suscetíveis, mais emotivos
e sentimentais. É uma sensação meio que coletiva e que aprendemos a
vivê-la desde pequenos através da sociedade. Então creio que
devemos aproveitá-la, não apenas para desejar um bom Natal e
abraçar os entes queridos. Acredito que devemos também fazer uma
retrospectiva em nossas vidas e perceber em que devemos mudar e
melhorar.

Desejo, primeiramente, a mim, que seja capaz de aprender e
crescer sempre, para que possa amar e respeitar o próximo, com
PRUDÊNCIA, JUSTIÇA, FORÇA e TEMPERANÇA, como os gregos já almejavam há mais de três mil anos.

Para, então, desejar a vocês não apenas um bom dia de celebração e um próspero ano novo e, sim, que vivam uma vida de virtudes e que busquem sempre melhorar, pois, assim, teremos sem dúvida uma sociedade melhor e, consequentemente, uma vida mais plena para nós e para quem amamos.

São meus mais sinceros votos: Feliz Vida, para você e sua família!!!

Meus, e de John Lennon:

Feliz Vida

São os meus mais sinceros votos!


Comédias Românticas: Origens

Depois de meu último post, conversava com meu amigo Gabriel (Facebook) sobre o tema abordado, e ele me fez ver que meu texto era ordinário e não passava de um clichê tratando de clichês e que eu devia ir mais a fundo. Resolvi, então, seguir seu conselho, até mesmo, como exercício mental.

Escreverei a minha visão sobre esta fórmula mágica das Comédias Românticas e suas origens. O que faz os filmes deste estilo serem um sucesso é o misto entre heroísmo e anti-heroísmo existente em seu teor. Estas histórias, ou estórias, vêm de tempos bem remotos, desde a mitologia romana, grega, suméria, nórdica, etc. Num processo de humanização, os mitos de Deuses e Semi-deuses deram lugar aos heróis humanos, repletos de ética, coragem, temperança e outras virtudes invejáveis a qualquer ser, digamos, normal. Estes heróis, na maioria das vezes, travam aventuras épicas contra monstros, escravidão, sociedade, etc. em prol de um bem maior.

Uma nova “evolução” transforma este bem maior em algo mais acessível ao homem comum, em uma mulher. A era romântica retrata bem esta mudança e traz consigo as tragédias (fique bem claro que não é originalmente invenção dos românticos). Pulando mais alguns anos, a Walt Disney transforma algumas histórias trágicas, inclusive aquelas assustadoras dos Irmãos Grimm, em lindos contos de fadas, nas quais homens virtuosos lutam contra as adversidades para salvar ou conquistar princesas tristes e solitárias e tornam-se felizes príncipes.

Hollywood, então, pegou essas aventuras dos heróis e misturou com situações engraçadas – e um pouco menos virtuosas. Assim, estes transformam-se em anti-heróis, tornando-se mais parecidos conosco, pessoas comuns, também menos virtuosas.

O que torna o resultado em uma fórmula mágica é a aproximação entre Deuses e heróis clássicos e homens comuns, não virtuosos – anti-heróis do cotidiano – como qualquer um de nós. E do lado feminino, a chance de ser o objeto de desejo de um Deus e saber que seu pretendente é capaz de combater inúmeras situações para tê-la, um sentimento animal, instinto puro.

Afinal, que animal não deseja ser o melhor do seu grupo? Que mulher não sonha ser uma princesa? E que fêmea não deseja um macho alfa?


Como fazer uma Comédia Romântica

Como a maioria das pessoas, eu busco padrões em tudo que vejo. Com filmes não é diferente. Mas existe um estilo de filmes que me chama mais atenção pela maneira como uma “fórmula de sucesso” é bastante aplicada: as Comédias Românticas (aquelas americanas, hollywoodianas, pelo menos).

Podemos dividir o início destes filmes em dois: aqueles em que os casais já começam juntos e os em que os protagonistas ainda não são um casal.

Há um casal que está cansado das rotinas do cotidiano, leva uma vida parada e estão de saco cheio um do outro. Eles, então, se separam ou passam a viver uma nova experiência, às vezes, até mesmo, conhecem novas pessoas. Depois de algumas desilusões, têm uma revelação: eu ainda amo ela(e)! Segue, então, a parte da reconquista. Um dos personagens começa a tentar reconquistar o outro, interrompendo uma viagem, um casamento ou qualquer outra mudança radical do parceiro. Ele cruza o país a pé, pega caronas, vai de carro, avião… tudo contra o tempo, pois lembrem-se, a amada está se casando com outro ou indo a outro país em poucos minutos, tudo contra a sua vontade, porque durante todo o processo, ela descobriu que ainda ama seu ex. Ele trava uma aventura fantástica para a reconquista e chega até sua garota. Ela desiste de tudo e fica com ele.

Existem também aqueles em que o cara conquista a mulher amada no início do filme. Mas ela descobre algo errado: foi uma aposta, ele não é como dissera ser, as famílias são inimigas, o pai da noiva não gosta do futuro genro ou qualquer outra besteira do tipo. Ela não aguenta a pressão, fica magoada e eles se separam. Aí que entra a parte da reconquista. O cara trava as mesmas aventuras fantásticas até chegar novamente ao alvo de seu desejo. E o reconquista.

Isso quando o amado não morre e reaparece nas mais diversas ocasiões…

Não que os filmes sejam ruins, mas pô, é tudo muito clichê. E mesmo assim, existem uns que são bons, especialmente os que fogem um pouco desta fórmula.

Quando você vir o próximo filme deste estilo, lembre-se de mim, ok?


Árvores

Uma árvore… Ao observar uma simples, porém imponente, árvore penso em como seria ser uma árvore. Ela fica lá, parada, vendo coisas acontecendo a seu redor. Animais passando, pessoas conversando, carros soltando aquela triste névoa de monóxido de carbono. Então, pergunto-me se ela inveja aqueles que se movimentam.

Dentro dela há “veias” e “artérias”, que comportam “sangue venoso” e “sangue arterial”, hormônios, órgãos… vida. Além disso, ela tem uma coisinha verde que é, no mínimo, invejável: clorofila! Isso, sim, é coisa de louco.

- Como é possível se respirar ao contrário?

A beleza proveniente de um misto de cores naturais, que variam durante as épocas do ano. Há aquelas que até presenteiam outros seres com as flores, alimentam com os frutos e conseguem promover bem-estar à todos que as circundam… Evitam a erosão dos terrenos, mantêm o equilíbrio térmico do ambiente. Dão sombra àqueles que às vezes as maltratam. Têm seus membros balançados pelo vento e sofrem com o forte calor. Elas nos presenteiam com aquilo que consumimos a todo instante… oxigênio.

Putz, deve ser chatão ser uma árvore…


Para mim…

Para eu escrever de forma plena sobre o assunto, teria que ir muito a fundo na questão. Na verdade, já tenho até um rascunho salvo aqui na galeria de posts, mas desisti de divulgar. Ia muito além do aceitável, com curiosidades de função sintática e da língua latina. Creio que se tornaria uma leitura, no mínimo, chata. Portanto, resolvi dissertar de maneira objetiva e dando dicas sobre quando se deve usar o “para mim” e o “para eu”.

Como a maioria dos erros que encontramos na língua portuguesa, os dois termos são confundidos pelos usuários por conta das semelhanças existentes entre eles. A semelhança encontra-se no vocábulo “para”. A palavra é a mesma, mas a classe gramatical varia. Neste caso, não acredito na tal “constante mudança no idioma”. Os usuários têm dificuldade quanto ao uso do “para mim” e “para eu”, porque nem se lembram (ou nem aprenderam direito) da gramática. O mau uso reflete esse sintoma e, por esse motivo, não acho justo acatar e passar a mão na cabeça, alegando que o emprego “diferente da norma” destes termos é por conta de uma evolução linguística.

Para começo de conversa, há dois sentidos diferentes para estes “para” em questão.

- Vou sair por aí de colete, para eu não tomar um tiro de bobeira.

- Boa ideia! Mas eu não tenho um colete… Compra um para mim?

O primeiro período mostra um “para” que pertence à classe das conjunções. Ele é uma conjunção subordinativa final, pois expressa uma ideia de finalidade. Ela é responsável por começar uma nova oração. Já o outro “para” é uma preposição. Ela cria locuções e, não, orações.

Saber a classe gramatical faz toda a diferença no uso do “para eu” e “para mim”. É importante saber que, no exemplo da conjunção, o termo de primeira pessoa é o sujeito da oração. Por isso, deve-se utilizar o pronome pessoal reto, eu (tu, eles, nós, vós, eles). Já após as preposições, deve-se usar o pronome pessoal oblíquo mim (ou ti, se for a segunda pessoa. De resto, usa-se o reto mesmo).

- Mas eu não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe esses negócios de sujeito, objeto direto e tal…

Então, uma dica rápida é perceber se o “eu” ou o “mim” está perto de um verbo. Se estiver, deve-se usar o “eu”:

- Para eu sair, preciso de dinheiro.

Caso contrário, usa-se o “mim”:

- Para mim, sair é caro.

Bem, espero que a dica ajude.


A Outra Face

Este texto é um desabafo pós post ufanista.

Após declarar orgulho pelo meu país e pelo meu povo, resolvi mostrar meu ponto de vista sobre o outro lado, sobre a parte ruim de se morar aqui.

Tenho inúmeros tópicos sobre os quais escrever, mas, como essa “onda de violência” é “trending topic“, falarei sobre isso.

Para mim, nada mudou muito, não. Eu nunca me senti totalmente seguro aqui nesta cidade e, como consequência por ter nascido aqui, acabo não me sentindo seguro em lugar algum. Cresci observando que há sempre um malandro querendo se dar bem em cima de alguém, e, como não queria ser esse alguém, sempre prestei muita atenção nas atitudes das pessoas. Por isso digo que não me sinto seguro por aí. A falta de respeito, qualidade negativa, ou seu sinônimo malandragem, qualidade positiva, é o que torna nosso país assim, todo bagunçado. Há anos convivemos “numa boa” com o tráfico de drogas, tráfico de armas, corrupção nas mais diversas categorias, roubos, assaltos, sequestros, tiroteios e outras subversões. Todos já estávamos acostumados! Tudo não passava de banalidades do cotidiano, mas isso não deveria ser normal. O povo, em geral, como teve bons valores de malandragem desde a mais remota infância, “torcia” pelos anti-heróis.

Agora tudo mudou. A polícia está fazendo papel de polícia, enquanto os bandidos, papel de bandidos. A sociedade, por incrível que pareça, apoia a polícia. Até que demorou para isso acontecer. Será que essa mudança de comportamento surgiu após o projeto “tapa-sol-com-a-peneira” das UPPs ou depois dos filmes “Tropa de Elite”? (Tenho minha opinião sobre o assunto, mas prefiro deixar pra vocês)

O importante é que agora a sociedade tem mais simpatia pela polícia, e que, depois das UPPs, os malfeitores resolveram “fugir” para outras comunidades, para sentir outros ares. E, então, aconteceu: eles deram um tiro no pé. Começaram a chamar, digo, implorar pela a atenção da mídia, queimando carros, ônibus e até ambulâncias, atrapalhando o bom andamento da nossa cidade e o ir e vir de nós, trabalhadores. A mídia, como não pode deixar passar impune nenhuma possibilidade de mostrar o sangue escorrendo, mostra ao vivo as atrocidades dos nossos vilões urbanos. Assim, nosso Rio de Janeiro, sempre repleto de notícias policiais, virou um grande foco internacional. Agora, os governantes têm de dar um jeito nisso a todo custo. Isso só pode acabar no final.

Não sei que fim terá esta estória, mas espero que estejamos vivendo a história. Não quero ver nossa querida cidade, que sempre nos deu tanto orgulho, apesar dos pesares, seja vítima da imprensa mundial, ao divulgarem por aí nosso incrível atestado internacional de incompetência.

Viva o Rio, viva a PAZ. Ou, do contrário, só indo embora. E BREVE.


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.